A industrialização no mundo
Parte I
Em tempos anteriores ao da Revolução Industrial a economia mundial se baseava principalmente no cultivo e produção agrícola. Mesmo assim era em tempos em que as ferramentas de trabalho eram muito inferiores ao necessário para se poder produzir em escala econômica de grande porte.
A Revolução Industrial se deu através de um conjunto de mudanças tecnológicas impactando profundamente no processo produtivo em nível econômico e social. Ocorreu inicialmente na Inglaterra, região do Reino Unido, em meados do século XVIII e expandiu-se pelo mundo durante o século XIX. Com a Revolução Industrial, as “cooperativas” de artesãos que existiam na época deixaram de existir e passou a haver um nível de relação entre produção e capital totalmente diferente. Antes muitas vezes os próprios artesãos fabricavam e vendiam seu produto, ou seja, tinha em total poder a matéria-prima e dominava todos os processos de fabricação.
A nova relação que se estabeleceu após a Revolução Industrial foi a de que passou a haver um patrão e os empregados/operários. A partir dessa mudança de pensamento econômico veio a remuneração, que é o pagamento pelo serviço que é prestado ou produto que é vendido. Observando esse diagrama podemos ver que, como nos dias de hoje, existe uma pessoa que controla e detém a matéria-prima e com isso passa a ficar com os lucros, criando o sistema de capitalismo.
Uma grande ajuda à Revolução Industrial veio através da Revolução Protestante, pois, os países protestantes foram os primeiros a se adequar e criar novas tecnologias. Os países que tinham como religião oficial o catolicismo demoraram um pouco mais para se modernizar por que o monopólio ainda era da igreja católica.
De acordo com a teoria de Karl Marx, a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, integrou o conjunto das chamadas Revoluções Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Para Marx, o capitalismo seria um produto da Revolução Industrial e não sua causa. Com a evolução do processo, no plano das Relações Internacionais, o século XIX foi marcado pela hegemonia mundial britânica, um período de acelerado progresso econômico-tecnológico, de expansão colonialista e das primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. A busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos maciçamente produzidos pela Revolução Industrial produziu uma acirrada disputa entre as potências industrializadas, causando diversos conflitos e um crescente espírito armamentista que culminou, mais tarde, na eclosão, da Primeira Guerra Mundial (1914).
A Revolução Industrial ocorreu primeiramente na Europa devido basicamente por três fatores, que são eles: os comerciantes e os mercadores europeus eram vistos como os principais manufaturadores e comerciantes do mundo, detendo ainda a confiança e reciprocidade dos governantes quanto à manutenção da economia em seus estados; a existência de um mercado em expansão para seus produtos, tendo a Índia, a África, a América do Norte e a América do Sul sido integradas ao esquema da expansão econômica européia; e o contínuo crescimento de sua população, que oferecia um mercado sempre crescente de bens manufaturados, além de uma reserva adequada (e posteriormente excedente) de mão-de-obra.
A maior invenção que proporcionou a Revolução Industrial foi a invenção da máquina a vapor. As primeiras máquinas a vapor criadas bombeavam a água para fora das minas de carvão e outras teciam tecidos.
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