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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O começo de tudo: A Revolução Industrial

A Industrialização no Mundo

Parte II  (parte I no post anterior)

     A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até terceira e quarta Revoluções Industriais. Porém, se concebermos a industrialização como um processo, seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos séculos XX e XXI (aspectos, porém, ainda discutíveis).
   
     A expansão da Revolução Industrial pelo se deu entre 1830 e 1929. Nesse período o noroeste Europeu e leste do Estados Unidos foram as regiões que mais evoluíram industrial, social e economicamente. Mais cada país e região de acordo com suas limitações econômicas, sociais e culturais. Na Alemanha, liderada por Bismark, logo após a Guerra Franco-Prussiana, quando houve a unificação Alemã, a Revolução Industrial ganhou força, algo que já vinha acontecendo desde 1815. A partir dessa época a produção de ferro fundido aumentou exponencialmente.

     Na Itália a unificação política realizada em 1870 impulsionou a industrialização do país. Essa só atingiu ao norte da Itália, pois o sul continuou basicamente agrário. Muito mais tarde, começou a industrialização na Rússia, nas últimas décadas do século XIX. Os principais fatores para que ela acontecesse foi a grande disponibilidade de mão-de-obra, intervenção governamental na economia através de subsídios e investimentos estrangeiros à indústria.

     Nos Estados Unidos a industrialização começou no final do século XVIII, e foi somente após a Guerra Civil Americana que todo o país se tornou industrializado. A industrialização relativamente tardia dos EUA em relação à Inglaterra pode ser explicada pelo fato de que nos EUA existia muita terra per capita, ou seja, bastante terra para as pessoas que a utilizavam, já na Inglaterra existia pouca terra per capita, assim os EUA tinham uma vantagem comparativa na agricultura em relação à Inglaterra e consequentemente demorou bastante tempo para que a indústria ficasse mais importante que a agricultura. Outro fator é que os Estados do sul eram escravagistas o que retardava a acumulação de capital, como tinham muita terra eram essencialmente agrários, impedindo a total industrialização do país que até a segunda metade do século XIX era constituído só pelos Estados da faixa leste do atual Estados Unidos.

     Já no oriente a modernização do Japão data do início da era Meiji, em 1867, quando a superação do feudalismo unificou o país. A propriedade privada foi estabelecida. A autoridade política foi centralizada possibilitando a intervenção estatal do governo central na economia, o que resultou no subsidio a indústria. E como a mão-de-obra ficou livre dos senhores feudais, ocorreu assimilação da tecnologia ocidental e o Japão passou de um dos países mais atrasados do mundo a um país industrializado.

     É fato que com todas essas mudanças houve coisas boas e também junto com isso problemas causados pela Revolução Industrial. Um dos problemas encontrados durante o processo de industrialização dos países foi o êxodo rural. As pessoas que moravam e trabalhavam no campo, influenciadas pela melhoria de vida e salários mais altos, acabaram se mudando de suas áreas de origem para as cidades, provocando um aumento exponencial da população e trazendo problemas que hoje vemos comumente na sociedade mundial. A mortalidade infantil diminuiu e ajudou para que as populações crescem ainda mais rápido, prova disso é a Inglaterra no período entre 1500 e 1780, que a população cresceu de 3,5 milhões para 8,5 milhões, em 280 anos. Já após a Revolução Industrial entre 1780 e 1880 a população saltou de 8,5 milhões para 36 milhões de habitantes, agora em apenas 100 anos.

O começo de tudo: A Revolução Industrial

A industrialização no mundo
Parte I
    
     Em tempos anteriores ao da Revolução Industrial a economia mundial se baseava principalmente no cultivo e produção agrícola. Mesmo assim era em tempos em que as ferramentas de trabalho eram muito inferiores ao necessário para se poder produzir em escala econômica de grande porte.

     A Revolução Industrial se deu através de um conjunto de mudanças tecnológicas impactando profundamente no processo produtivo em nível econômico e social. Ocorreu inicialmente na Inglaterra, região do Reino Unido, em meados do século XVIII e expandiu-se pelo mundo durante o século XIX. Com a Revolução Industrial, as “cooperativas” de artesãos que existiam na época deixaram de existir e passou a haver um nível de relação entre produção e capital totalmente diferente. Antes muitas vezes os próprios artesãos fabricavam e vendiam seu produto, ou seja, tinha em total poder a matéria-prima e dominava todos os processos de fabricação.


     A nova relação que se estabeleceu após a Revolução Industrial foi a de que passou a haver um patrão e os empregados/operários. A partir dessa mudança de pensamento econômico veio a remuneração, que é o pagamento pelo serviço que é prestado ou produto que é vendido. Observando esse diagrama podemos ver que, como nos dias de hoje, existe uma pessoa que controla e detém a matéria-prima e com isso passa a ficar com os lucros, criando o sistema de capitalismo.

     Uma grande ajuda à Revolução Industrial veio através da Revolução Protestante, pois, os países protestantes foram os primeiros a se adequar e criar novas tecnologias. Os países que tinham como religião oficial o catolicismo demoraram um pouco mais para se modernizar por que o monopólio ainda era da igreja católica.

     De acordo com a teoria de Karl Marx, a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, integrou o conjunto das chamadas Revoluções Burguesas do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa que, sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. Para Marx, o capitalismo seria um produto da Revolução Industrial e não sua causa. Com a evolução do processo, no plano das Relações Internacionais, o século XIX foi marcado pela hegemonia mundial britânica, um período de acelerado progresso econômico-tecnológico, de expansão colonialista e das primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. A busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos maciçamente produzidos pela Revolução Industrial produziu uma acirrada disputa entre as potências industrializadas, causando diversos conflitos e um crescente espírito armamentista que culminou, mais tarde, na eclosão, da Primeira Guerra Mundial (1914).

     A Revolução Industrial ocorreu primeiramente na Europa devido basicamente por três fatores, que são eles: os comerciantes e os mercadores europeus eram vistos como os principais manufaturadores e comerciantes do mundo, detendo ainda a confiança e reciprocidade dos governantes quanto à manutenção da economia em seus estados; a existência de um mercado em expansão para seus produtos, tendo a Índia, a África, a América do Norte e a América do Sul sido integradas ao esquema da expansão econômica européia; e o contínuo crescimento de sua população, que oferecia um mercado sempre crescente de bens manufaturados, além de uma reserva adequada (e posteriormente excedente) de mão-de-obra.

     A maior invenção que proporcionou a Revolução Industrial foi a invenção da máquina a vapor. As primeiras máquinas a vapor criadas bombeavam a água para fora das minas de carvão e outras teciam tecidos.